<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-38403343</id><updated>2011-08-02T12:01:31.449-07:00</updated><title type='text'>Brilho Efêmero de Uma Mente Sem…</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://brilhoefemero.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38403343/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brilhoefemero.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Harry</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00511029413290887654</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>16</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38403343.post-4186305458160273353</id><published>2010-10-06T18:55:00.000-07:00</published><updated>2010-12-26T11:05:07.505-08:00</updated><title type='text'>Animista</title><content type='html'>&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Eu não costumo postar nada aqui que seja escrito de uma maneira muito pessoal, mas senti vontade de postar esse texto que escrevi pra um amigo meu e não senti a menor vontade de mexer nele, então vai do jeito que está.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;style type="text/css"&gt;p { margin-bottom: 0.21cm; }&lt;/style&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="LINE-HEIGHT: 100%; TEXT-INDENT: 0.75cm; MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"&gt;Eu sou um animista. Trato todas as coisas assim como eu trato as pessoas, meus objetos, os lugares, as músicas… tratar as coisas como trato as pessoas significa basicamente duas coisas: me relaciono com elas de acordo com o que sinto por elas, o que espero delas e o que elas esperam de mim; me relaciono com elas sabendo que nenhuma delas é perfeita, nenhuma delas há de cumprir todas as funções (“as pessoas têm funções”: uma das lições mais importantes que eu já aprendi, lição que deveria ser óbvia, mas não me era), que são em alguma medida passageiras, que o tempo meu e delas não há necessariamente de durar, o que não quer dizer que não sejam até hoje importantes (têm pessoas que eu nunca mais vi, tem a garota que a única coisa que nós realmente vivemos juntos foi eu ajudá-la a carregar um criado mudo pela avenida, têm os meus tênis que usei até furar a sola).&lt;/p&gt;&lt;p style="LINE-HEIGHT: 100%; TEXT-INDENT: 0.75cm; MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"&gt;Quando eu fui atropelado e presenciei um assalto no mesmo dia, já inspirado pela possibilidade de um “fim do mundo”, de uma situação insustentável num futuro deus-sabe-lá quão próximo, eu rompi de vez com o asfalto e com a cidade, e decidi que iria, assim que possível, morar no campo e ser capaz de produzir minha subsistência para quando não houvesse mais mercado, para quando vivêssemos numa segunda era feudal.&lt;/p&gt;&lt;p style="LINE-HEIGHT: 100%; TEXT-INDENT: 0.75cm; MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"&gt;Anteontem a meteorologia na televisão disse que a previsão de chuva para o dia seguinte correspondia ao volume de seis dias na média desta época do ano e que isto era causado por uma temperatura na média dois graus acima do normal da época. Vi também pessoas disputando comida doada pela ajuda humanitária no Haiti, devastado por um terremoto. Estas chuvas estão devastando, em menor escala, é verdade, muitas cidades por aqui. A diferença da violência das chuvas do ano passado pra cá me faz perceber que a possibilidade do mundo inteiro virar um Haiti é mais próxima do que até mesmo eu, que corria o risco de ser considerado o maluco da praça, imaginava. No dia seguinte, conversando sobre isso com a minha mãe num ônibus suburbano que fazia um pequeno trajeto na Dutra, na conurbação entre Jacareí e São José dos Campos, ela me disse que não podemos mais planejar as coisas a longo prazo, que as coisas andam mudando rápido demais para esse tipo de planejamento. E é verdade, andam mudando tão rápido que aos vinte e um anos me sinto velho, vejo como as coisas mudaram tanto em minha curta vida e freqüentemente converso com os meus amigos sobre as coisas que conhecemos que as novas gerações, que já são duas ou três, não conhecerão. Mas mais do que o peso dos anos passados, que são cada vez mais pesados, naquela hora eu senti o peso da incerteza em que vive, ou em que deveria viver, minha geração.&lt;/p&gt;&lt;p style="LINE-HEIGHT: 100%; TEXT-INDENT: 0.75cm; MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"&gt;É verdade que empenhei minha vida pela minha insatisfação. Não sou movido exatamente por ambições, mas insatisfações. Se o mundo fosse perfeito… não, se fosse perfeito seria terrível, mas se o mundo fosse bom, talvez eu estudasse arquitetura viveria mudando de cidade em cidade para ir atrás de qualquer garota que me desse um sorriso que mostrasse seus caninos. Mas eu decidi estudar filosofia, pelo motivo por qual metade das pessoas entram no curso de filosofia, mas todos eles têm a mais absoluta vergonha de revelar: vontade de mudar o mundo. Felizmente estudar filosofia é algo gratificante para mim, mas às vezes eu penso como seria tão mais feliz se eu vivesse uma vida menos pretensiosa, só que essa pretensão toda não é fruto da vaidade, mas do desespero diante de um mundo podre. Assim, um fim-do-mundo iminente, a possibilidade de quase que um reset na humanidade começou a me aparecer como a grande esperança (o que é triste, muito triste) e mesmo que ela me parecesse ainda remota, só uma pira, uma nóia, uma idéia fraca, eu acabei por estabelecer um laço de dever com esta possibilidade, pois seria uma oportunidade muito boa para se deixar passar só porque é improvável e não há esperança melhor que justificasse me empenhar nesta, que não existe, do que naquela, que é improvável. E assim, com o plano do pequeno feudo, sacrifiquei os meus planos de viver de cidade em cidade, morando de aluguel nos centros de pequenas cidades. Mas o sacrifício da minha natureza nômade de geminiano não me incomodou por muito tempo, pois já havia me acostumado a este tipo de sacrifício e a tristeza que dele advém (e bom, eu creio que vou gostar de morar na roça, apesar de ter de me sedimentar em um só lugar).&lt;/p&gt;&lt;p style="LINE-HEIGHT: 100%; TEXT-INDENT: 0.75cm; MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"&gt;Ontem não fiquei triste pelo o que eu escolhi não fazer da minha vida, fiquei triste pelo o que eu não poderia fazer nem se eu quisesse, assim como alguém se lamenta pelos planos que tinha para e com uma ex-namorada, mas que não se realizarão não só porque terminaram, porque decidiram não mais fazer planos juntos, mas porque ela se tornou outra pessoa completamente diferente, porque são planos que se tornaram irrealizáveis.&lt;/p&gt;&lt;p style="LINE-HEIGHT: 100%; TEXT-INDENT: 0.75cm; MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"&gt;O aluguel e o avião um dia me prometeram o mundo inteiro em uma vida, a libertinagem geográfica, pois, assim como as pessoas, os lugares são únicos e cada um me faria feliz de um jeito diferente. Mas o concreto que ergueu os prédios de apartamento e o asfalto que cobre estradas e pistas de pouso, eles cobrem praticamente todo o terreno num raio de cinco quilômetros, eles sufocaram a terra na expansão desenfreada e compulsória do capitalismo, que sobreviveu a crise estrutural da década de trinta, a disputa ideológica da guerra fria, mas não terá para onde fugir quando não houver mais para onde ou com o que se expandir.&lt;/p&gt;&lt;p style="LINE-HEIGHT: 100%; TEXT-INDENT: 0.75cm; MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"&gt;Ontem lamentei por tudo o que o progresso havia prometido, segurança, mobilidade, liberdade.&lt;/p&gt;&lt;p style="LINE-HEIGHT: 100%; TEXT-INDENT: 0.75cm; MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"&gt;Como quando, na quarta vez em que tomei o Santo-Daime, fiquei triste porque percebi que na verdade eu gostaria de amar certa garota de quem eu tinha então muitas mágoas, mas não era mais possível, ao invés de sentir raiva do progresso ao ver montes de sacos plásticos e quilômetros de cinza, fiquei triste por ele não ter ido por um rumo melhor.&lt;/p&gt;&lt;p style="LINE-HEIGHT: 100%; TEXT-INDENT: 0.75cm; MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"&gt;As luzes da cidade ainda me parecem bonitas e isto me dói.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38403343-4186305458160273353?l=brilhoefemero.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brilhoefemero.blogspot.com/feeds/4186305458160273353/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38403343&amp;postID=4186305458160273353' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38403343/posts/default/4186305458160273353'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38403343/posts/default/4186305458160273353'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brilhoefemero.blogspot.com/2010/10/animista.html' title='Animista'/><author><name>Harry</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00511029413290887654</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38403343.post-4305120473784883391</id><published>2010-02-15T08:26:00.000-08:00</published><updated>2010-02-15T08:28:36.547-08:00</updated><title type='text'>Mais hai-kais</title><content type='html'>Põe-se o Sol&lt;br /&gt;Meu teto&lt;br /&gt;Happy-hour de inseto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perplexidade&lt;br /&gt;Infla meu coração&lt;br /&gt;Mingua meus versos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desilusão e Decepção&lt;br /&gt;Em meu peito&lt;br /&gt;Uma pedra limosa&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38403343-4305120473784883391?l=brilhoefemero.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brilhoefemero.blogspot.com/feeds/4305120473784883391/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38403343&amp;postID=4305120473784883391' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38403343/posts/default/4305120473784883391'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38403343/posts/default/4305120473784883391'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brilhoefemero.blogspot.com/2010/02/mais-hai-kais.html' title='Mais hai-kais'/><author><name>Harry</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00511029413290887654</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38403343.post-1349310939703509077</id><published>2010-01-03T22:25:00.000-08:00</published><updated>2010-01-03T22:32:10.444-08:00</updated><title type='text'>Acidente - Parte 2</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Continuação do post Acidente, de 17 de Fevereiro de 2008 (eu não consegui colocar o link, então tenha a gentileza de procurar nas postagens mais antigas).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A vida sempre é uma droga. Ou ela é uma droga porque é uma bosta; ou é uma droga porque de tanto vivê-la, vicia-se nela e a vive por hábito; ou porque ela proporciona prazer, euforia e não se quer largá-la, pois dela torna-se dependente.Quando, por volta dos meus oito anos, percebi que vivia por hábito, minha vida se tornou uma merda sem sentido. Mas nos meus pŕe-maturos últimos anos a vida me foi um narcótico que me proporcionava extremo prazer.&lt;br /&gt;Inicialmente morrer me frustrou profundamente. Logo agora! Agora, que a vida me parecia motivo suficiente para viver e da qual eu esperava tanto! Se tivesse sido quando eu ainda era uma criancinha, eu nem teria ligado para isso, como não ligava para nada. Se fosse na minha pré-adolescência, tenho certeza que seria um alívio. Mas não, morri quando tinha vontade de viver, quando havia para ser disperdiçada uma vontade de viver... e não só ela, mas também uma morte.&lt;br /&gt;Pois sim, frustrou-me disperdiçar não só minha vida e minha vontade, como também disperdiçar minha morte. Minha vontade de viver se justificava pelo fato de que, até onde se pode ter certeza, só temos uma vida, então é melhor aproveitar a oportunidade da melhor forma possível. O mesmo eu pensava sobre a morte: se é inevitável e é unica, que seja a melhor possível. Pouca gente entende como é possível aproveitar a morte. A maioria só espera a menos pior das mortes, a mais indolor, e assim disperdiça-se tantas mortes, o que, perto de tudo o que é disperdiçado antes dela, não parece uma grande tragédia... talvez apenas o gran finale de uma.&lt;br /&gt;A morte pode ser aproveitada de muitas maneiras: paga-se com a vida, e com a morte, pelos atos heróicos em prol de algo maior que a própria vida e também pelas experiências intensas em prol de nada mais que a própria vida; pode-se fazer com que a morte seja a vernisage de uma vida bem vivida, o último brilho de uma vida luminosa, o mais forte brilho, pois só então é possível que a vida reluza toda de uma vez só; ou pelo contrário, a última chance de chamar atenção a uma vida disperdiçada, um lembrete para o fato de que é preciso aproveitá-la ou para o seu oposto, de que não é possível fazê-lo. E da maneira mais babaca me foram disperdiçadas as raras vida e morte e a mais rara ainda vontade de viver.&lt;br /&gt;Mas agora, imerso em nada, impressionado apenas por minhas memórias e pensamentos, agora que já lembrei tudo o que tinha para lembrar e pensei tudo o que havia para pensar, agora que já lamentei não mais poder sentir tudo aquilo que me seduzia e minha mente começa a se acalmar e, uma vez que nada mais a ela chega, a esmaecer, sinto um confortável não sentir, não pensar, não esperar, não se preocupar e me encontro tranqüilo por estar livre daquele raro infortúnio de viver, sentir, e de seu conseqüente e pesado fardo de querer ser feliz. &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38403343-1349310939703509077?l=brilhoefemero.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brilhoefemero.blogspot.com/feeds/1349310939703509077/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38403343&amp;postID=1349310939703509077' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38403343/posts/default/1349310939703509077'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38403343/posts/default/1349310939703509077'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brilhoefemero.blogspot.com/2010/01/acidente-parte-2.html' title='Acidente - Parte 2'/><author><name>Harry</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00511029413290887654</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38403343.post-2431787639930084362</id><published>2009-07-28T15:34:00.000-07:00</published><updated>2009-07-28T15:36:12.896-07:00</updated><title type='text'>Um homem à frente de seu tempo</title><content type='html'>"Um homem à frente de seu tempo é um homem solitário", escreveu o homem em seu caderno, à noite, pensando numa conversa que havia tido naquele dia, na qual um senhor de reconhecida erudição e inteligência, ante à sua excentricidade e não obstante lucidez, disse-lhe que era um homem à frente de seu tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os seus inúmeros fracassos que antes lhe pareciam frutos de uma irremediável incompetência, as suas desvalorizadas opiniões que já o fez pensar que tinha traços de insanidade, agora se mostravam fruto da incompreensão alheia. Algumas vezes já se questionou se estava errado, mas sempre acaba convencendo a si mesmo de que estava certo, apesar de nunca ter conseguido até então convencer os outros. Mas agora ele havia sido compreendido. Por apenas uma pessoa em toda sua vida, mas foi o suficiente para afastar todos os temores de ser ele realmente um lunático (e percebeu que esse temor é que era coisa de lunático). Agora ele sabia que sua mente não lhe estava pregando peças, agora ele sabia que tinha razão!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se isso fosse consolo, seu cansaço de viver e pessimismo deram lugar a uma satisfação de cumprimento do dever e a uma obstinação em continuar, através de sua excentricidade, a anunciar um tempo vindouro e triunfal e conclamar para a construção deste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E incorrendo ao típico engano de homens à frente de seu tempo, que acreditam que podem sozinhos mudar o mundo, acreditou que aquela sentença solitária poderia mudar o mundo ao seu redor, quando na verdade, assim como homens que não pertencem ao seu tempo, ela era incompreensível e poderia, talvez, servir apenas de inspiração e estandarte para as gerações futuras. Talvez, pois ele sentia que não pertencia ao tempo presente, sabia que muito menos pertencia ao passado, mas não percebeu que isto não quer dizer que pertença a algum tempo futuro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38403343-2431787639930084362?l=brilhoefemero.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brilhoefemero.blogspot.com/feeds/2431787639930084362/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38403343&amp;postID=2431787639930084362' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38403343/posts/default/2431787639930084362'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38403343/posts/default/2431787639930084362'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brilhoefemero.blogspot.com/2009/07/um-homem-frente-de-seu-tempo.html' title='Um homem à frente de seu tempo'/><author><name>Harry</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00511029413290887654</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38403343.post-2810146286376972330</id><published>2009-07-28T15:31:00.000-07:00</published><updated>2009-07-28T15:33:30.590-07:00</updated><title type='text'>Da Sacada</title><content type='html'>Da sacada, olhava-a dentro do quarto com curiosidade. Sua curiosidade era uma farsa. Este seu ar só estava em seu rosto para que ela soubesse que suas intenções iam além das carnais, que pretendia passar algum tempo com ela, que pretendia realmente conhecê-la.&lt;br /&gt;Mas a curiosidade exposta em seu semblante de olhos receptivos e de resto de quem não está ali era uma farsa. A curiosidade abandonava sua mente para dar lugar ao esforço de expressá-la, e só voltava quando tal esforço cessava.&lt;br /&gt;Verdadeira ou falsa, sincera ou inventada, espontânea ou forçada, de nada adiantava sua expressão. Ela jamais tomaria conhecimento, pois não olhava para fora.&lt;br /&gt;Tantas janelas da sua via e só ele sabia usá-las. Por uma delas viu uma televisão na qual alguém, oculto por uma cortina, assistia Big Brother. 'Para que Big Brother...' pensou, 'se você tem janelas?'&lt;br /&gt;Seria medo de ser observado de volta?&lt;br /&gt;Não podia acenar nem à mulher, nem à garota, elas viriam maldade e seu pai desejaria usar a maldade contra ele. Tentou acenar para a avó, mas ela o ignorou e olhou as estrelas. Nem a criança, ser de natureza curiosa, o viu.&lt;br /&gt;Teve a impressão de que as crianças não são educadas para reparar nas pessoas, ele mesmo não tinha sido – ou pior, educado para não reparar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38403343-2810146286376972330?l=brilhoefemero.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brilhoefemero.blogspot.com/feeds/2810146286376972330/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38403343&amp;postID=2810146286376972330' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38403343/posts/default/2810146286376972330'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38403343/posts/default/2810146286376972330'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brilhoefemero.blogspot.com/2009/07/da-sacada.html' title='Da Sacada'/><author><name>Harry</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00511029413290887654</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38403343.post-2149466519602877579</id><published>2008-07-11T13:01:00.000-07:00</published><updated>2008-07-11T13:15:25.080-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Seu pensamento não viajava, seu coração não disparava. Percebeu que pensava e agia mundanamente e, ao invés de se encher de um vazio desesperado como lhe aconteceu em situações semelhantes, apenas se irritou mundanamente. Talvez por falta de criatividade, talvez por insensibilidade, não conseguiu vislumbrar nenhuma maneira de sair daquele estado e, sem o opressivo sentimento de derrota e impotência que lhe tomava quando tomava tal decisão, decidiu esperar.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;A espera não o desesperou como de praxe, mas como estava todo estático, a espera o entediou e o irritou mais ainda, pois aquela ausência de pensamento lhe parecia uma grande perda de tempo. Queria escrever, pois sempre tinha muitas idéias e, atropelado por elas, não conseguia. Agora não podia por não lhe ocorrer nenhuma idéia. Ainda assim, serenamente, pegou seu bloco e uma lapiseira, sem se preocupar se  seu plano daria certo. A lapiseira não funcionou e nunca uma coisa tão banal o incomodou tanto. Mas afinal, desta vez, esta coisa banal não foi escurecida na sombra de grandes temas existênciais e, então, foi sua vez de incomodar. Arranjou uma caneta vermelha, o que, no início, o incomodou também. Mas deixou os pequenos incomodos de lado e encarou a clara folha nova, totalmente vazia, o que — só depois foi perceber — aumentou a sua sensação de nada. Veja bem, é uma sensação de nada, não de vazio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ameaçava escrever, mas não começava. Despretensiosamente, e até com um certo desdém pela já tão batida metalingüagem, começou a descrever de maneira pobre esse estado pobre. "Seu pensamento não viajava, seu coração não disparava". Mas logo a pobreza de seu texto não mais o incomodou, pois lhe pareceu o modo mais profundo de descrever aquele estado raso, que logo lhe causou prazer pela intensa sensação de brandidade à sua volta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38403343-2149466519602877579?l=brilhoefemero.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brilhoefemero.blogspot.com/feeds/2149466519602877579/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38403343&amp;postID=2149466519602877579' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38403343/posts/default/2149466519602877579'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38403343/posts/default/2149466519602877579'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brilhoefemero.blogspot.com/2008/07/seu-pensamento-no-viajava-seu-corao-no.html' title=''/><author><name>Harry</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00511029413290887654</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38403343.post-3122503062635786877</id><published>2008-03-18T15:03:00.000-07:00</published><updated>2008-03-22T00:15:14.928-07:00</updated><title type='text'>Hai-cai</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Foi a gota d'agua&lt;br /&gt;E num ato precipitado&lt;br /&gt;Jogou-se da nuvem&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38403343-3122503062635786877?l=brilhoefemero.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brilhoefemero.blogspot.com/feeds/3122503062635786877/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38403343&amp;postID=3122503062635786877' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38403343/posts/default/3122503062635786877'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38403343/posts/default/3122503062635786877'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brilhoefemero.blogspot.com/2008/03/hai-cai.html' title='Hai-cai'/><author><name>Harry</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00511029413290887654</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38403343.post-1774143195867940467</id><published>2008-02-17T11:29:00.000-08:00</published><updated>2008-04-21T15:37:13.264-07:00</updated><title type='text'>Acidente</title><content type='html'>Abri a porta e pulei, quando vi estava morto. Não houve tempo para nada. Quando perceberam e se chocaram, já estava na pista. Quando começaram a esboçar um “o que você ta fazendo?!”, já estava morto. Sem aviso nenhum, sem drama, sem levantar em momento algum a suspeita de que eu poderia fazê-lo, me atirei contra a morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Houve um tempo, há uns tantos anos, em que eu quis a morte, ou achei que queria, ou realmente a quis e não tive coragem de buscá-la. Mas nos últimos anos andava tão feliz, amava tanto a vida… e todos podiam perceber. Devem estar se perguntando agora, portanto, por quê motivo eu quis a morte, se ultimamente eu dizia que era belo, e aceitava de bom grado, tudo o que me acontecia, inclusive as mais sôfregas desventuras que em meu peito rasgavam sangrias desatadas (sim, isso foi trágico. Pra você ver como eu achava tudo, mas tudo mesmo, belo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu amigo Greivistone, meio suburbano, meio byronista, amante de toda e qualquer literatura que em algum momento seja mais amarga que magnopyrol (e cara! isto é amargo!), começou há pouco, por indicação minha, a ler O Lobo da Estepe, do Hesse. Eu não duvido que ele dissemine uma teoria de que eu, assim como Harry Heller, diante do dilema do suicídio, estipulei uma data mínima até a qual deveria viver e depois dela poderia soltar o fardo da vida caso não o agüentasse. É uma boa teoria, faria bastante sentido. A idéia de uma saída de emergência em minha vida explicaria a alegria e a leveza com que vivi os últimos anos, em contraste àquela época atormentada a qual se sucedeu. Greivistone poderia até especular que minha indicação era um aviso, anunciando que finalmente o prazo terminara e a porta estava destrancada para que eu a usasse assim que ela me parecesse mais atrativa que a vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É uma boa teoria, mas não corresponde ao que se passou na minha mente naqueles meus últimos momentos, ou frações de momentos. Realmente a porta estava destrancada. Não a da minha vida e morte, mas a do carro. Em menos, talvez, de dois segundos, do banco do carona vi pelo retrovisor um caminhão na faixa à direita da que estávamos, pesado, veloz, mantendo de nós uma distância que percorreria num tempo imensurável de tão pequeno, e olhei para a porta, pela janela vi o asfalto áspero a poucos centímetros de mim, correndo veloz, borrando sua imagem, separado de mim por meras placas de metal e plástico, e olhei para o trinco, ao alcance da mão, acionável a um prático e ligeiro movimento e pensei “vida frágil morte a toda volta poderia ser agora”. E foi. O caminhão se chocou contra mim quase tão brutalmente quanto aqueles pensamentos se chocaram contra a superfície da minha consciência. E devem estar se perguntando até agora por que eu preferi a morte em detrimento da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que os físicos tentem calcular a absurda velocidade em que estava essa coisa imaterial que são meus pensamentos para conseguir imprimir uma força tão grande quanto a de um caminhão de algumas toneladas em uma auto-estrada, pois assim como a frente chata daquele Scania, os pensamentos me atingiram e me lançaram longe. Em momento algum eu desejei a morte.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38403343-1774143195867940467?l=brilhoefemero.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brilhoefemero.blogspot.com/feeds/1774143195867940467/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38403343&amp;postID=1774143195867940467' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38403343/posts/default/1774143195867940467'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38403343/posts/default/1774143195867940467'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brilhoefemero.blogspot.com/2008/02/acidente.html' title='Acidente'/><author><name>Harry</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00511029413290887654</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38403343.post-9012888949525070341</id><published>2007-09-28T17:42:00.000-07:00</published><updated>2007-09-28T17:54:20.892-07:00</updated><title type='text'>Velho!</title><content type='html'>Velho! Apesar de minha aparência jovial e minha boa saúde, apesar de ter chegado há relativamente pouco tempo ao mundo, já me sinto velho! Ou pelo menos cansado como se fosse um...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vão olhar para mim e dizer “Velho? Você?! Mal passa de um garoto!”. Mas dirão isto porque vêm só o que em minha curta vida conquistei, não vêm o tanto de forças que gastei para conseguir tão pouco; não sabem o tanto que aprendi, mas o que aprendi ou não lhes é útil, ou o é, mas seja lá para que for útil, eles têm outros conhecimentos para isto, conhecimentos à sua maneira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sabem ainda que, enquanto eles se esforçavam para aprender o que lhes ensinavam e depois faziam como haviam lhe dito, eu me desgastava contestando o que tentavam me ensinar e me desgastava mais ainda tentando fazer o que me diziam para não fazer; enquanto aprendiam a boiar e depois se deixavam levar pela correnteza, eu me afogava e me exauria tentando aprender o que ninguém me ensinava: a nadar contra a corrente. E assim agi simplesmente porque tenho outras vontades; porque, ao contrário deles, a foz deste rio não me interessa. Eu, que já sou dado a querer grandes coisas, ainda tenho (exatamente por isto) de enfrentar grandes empecilhos; além de já querer ir mais longe, tenho também de nadar contra a correnteza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E me sinto tão velho e tão cansado porque há algo que só agora aprendi: lançar-me á luta com tanto ímpeto e nenhuma moderação mais me destruía do que me fortalecia. Só agora percebi que estes poucos porém intensos anos me tornaram muito mais resistente, mas não muito mais forte; o despeito pela dor e pela fadiga aumentava muito a cada dia, mas não tanto o desempenho de minhas braçadas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38403343-9012888949525070341?l=brilhoefemero.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brilhoefemero.blogspot.com/feeds/9012888949525070341/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38403343&amp;postID=9012888949525070341' title='15 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38403343/posts/default/9012888949525070341'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38403343/posts/default/9012888949525070341'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brilhoefemero.blogspot.com/2007/09/velho.html' title='Velho!'/><author><name>Harry</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00511029413290887654</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>15</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38403343.post-8020423031757530198</id><published>2007-07-17T13:18:00.000-07:00</published><updated>2007-07-17T13:49:08.477-07:00</updated><title type='text'>Posfácio a uma filosofia não escrita (ou Uma rachadura no fundamento)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;Mudei (e continuo mudando) de opinião várias vezes sobre o mundo que queria, mas sempre houve uma constante: queria um mundo onde não se precisasse de sorte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já quis um mundo sem dor, já quis um mundo onde é obrigação sentí-la um pouco (para tornar forte). Hoje em dia não vejo como viver certas felicidades sem ter antes sentido a dor. A dor passou a ser necessária para a felicidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num mundo ideal, então, a dor deveria ser assegurada em prol da felicidade? Mas a dor não seria a mesma se houvesse a certeza de que ela trará benefícios, a dor se tornaria um sacrifício de bom-grado, não uma fonte de desespero. Devemos então lutar pela certeza de um mundo incerto? Para alcançar a incerteza, não é maisa fácil não lutar? Mas sem luta, não haveria a incerteza sobre a vitória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez (veja bem, talvez) vivamos no melhor dos mundos possíveis por não podermos ter certeza de que este é o melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem toda ignorância é dádiva, como dizem os que não quererm sofrer: a ignorância nos poupa da dor e, conseqüentemente, de felicidades singulares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem todo conhecimento é uma dádiva, como dizem aqueles racionais demais, que temem sentir porque temem sofrer: O conhecimento nos poupa de certas dores, mesmo que as desejemos. Aquele que conhece não conseguirá jamais encontrar a verdadeira incerteza, pois a encontrará por meios certos e com propósitos bem definidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dádiva é saber o que é que devemos ignorar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E no fim, sou o que sou (e sei o que sei) por sorte e por acaso, e pela sorte e pelo acaso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei se o mundo por que luto é o melhor dos mundos. Sei apenas que lutar por ele é o melhor que tenho a fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;----------//-------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) O meu alter-ego ombudsman mandou, eu obedeci: Apaguei os posts toscos.&lt;br /&gt;2) Preciso lembrar como eu fazia pra pro recuo no começo do parágrafo. Se alguem souber, me avisa.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38403343-8020423031757530198?l=brilhoefemero.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brilhoefemero.blogspot.com/feeds/8020423031757530198/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38403343&amp;postID=8020423031757530198' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38403343/posts/default/8020423031757530198'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38403343/posts/default/8020423031757530198'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brilhoefemero.blogspot.com/2007/07/posfcio-uma-filosofia-no-escrita-ou-uma.html' title='Posfácio a uma filosofia não escrita (ou Uma rachadura no fundamento)'/><author><name>Harry</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00511029413290887654</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38403343.post-2049732147883452844</id><published>2007-04-19T15:56:00.000-07:00</published><updated>2007-07-17T13:40:45.498-07:00</updated><title type='text'>Sina de escritor</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: arial;"&gt;O problema de quem escreve é se acostumar com a posição de narrador e não saber bem ser personagem. Quem escreve quer ver as questões alheias por todos os ângulos e ouvir todas as opiniões… e as personagens costumam permitir que isto aconteça, afinal, sabem que escritores não farão outro uso desta informação além de reuní-la toda e organizar da maneira mais emocionante possível, apenas para apreciação passiva.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Digo apreciação passiva, mas com isto não quero dizer que aquele que escreve vive sempre passivamente. Alguns costumam exercer grande influencia no mundo, mas normalmente apenas para tornar a história alheia mais empolgante ( ah! e que sensação fantástica a de quem escreve a história alheia! Sensação de ser o Deus por trás de suas vidas, a razão desconhecida que rege tais existências).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;É claro que não é preciso abrir mão da própria existencia como personagem para ser narrador, lembre-se que há as narrativas em primeira pessoa. O problema destas é que a maior parte da ação se desenrola no plano psicológico.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38403343-2049732147883452844?l=brilhoefemero.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brilhoefemero.blogspot.com/feeds/2049732147883452844/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38403343&amp;postID=2049732147883452844' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38403343/posts/default/2049732147883452844'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38403343/posts/default/2049732147883452844'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brilhoefemero.blogspot.com/2007/04/o-problema-de-quem-escreve-se-acostumar.html' title='Sina de escritor'/><author><name>Harry</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00511029413290887654</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38403343.post-2546254234809669637</id><published>2007-04-07T22:29:00.000-07:00</published><updated>2007-04-09T03:54:21.665-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Dois ou três milímetros de meus dedos do pé tinham abaixo de si apenas um incomensurável vazio, o suficiente para me passar a impressão de que eu cairia a qualquer instante. Meu tronco inclinado para a frente e meu pescoço curvado suspendiam minha cabeça sobre o infinito nada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Uma gota de suor escorreu até a ponta do meu nariz e, como se tomasse coragem, hesitou alguns segundos e caiu. Tenho a impressão de que ela nunca tocou o chão. O abismo da loucura, diferentemente de todos os outros, não tem fim. Outros abismos, por mais profundos e escuros que sejam, punem aqueles que neles se atiram com o choque contra seu fim. O abismo que me seduzia amaldiçoar-me-ia com um indefinido cair. Em qualquer outro abismo eu me atiraria num momento de furor e morreria neste mesmo momento, ou, em abismos mais profundos, encontraria meu fim num intervalo de estupor diante da inevitável morte.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Mas no abismo da loucura pula-se num surto e cai… cai indefinidamente, tempo suficiente para recobrar a razão e se arrepender. Por mais reparável que tenha sido o ato aos outros, para quem pula, não há reparação. Mesmo tendo soltado o pescoço da garota antes que ela soltasse seu último e obstruido suspiro, mesmo tendo largado as armas e se entregado sem ferir um inocente sequer, aí já se terá passado do ponto sem retorno. Não é preciso que se conclua qualquer ato hediondo, começá-lo já é efetivamente surtar, é pular no abismo sem fim, e cair eternamente sob o embasbacado olhar alheio, sob as perguntas irrelevantes de psiquiatras que creem saber mais sobre o louco do que este sabe sobre si próprio e teimam em buscar o mal onde o mal não está.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;E o abismo tão profundo, se é que se pode chamar de profundo um abismo sem fundo, me seduzia, mas eu sabia que eram poucas minhas chances de me encontrar com uma saliencia de sua parede na longa queda em direção a coisa alguma antes de recobrar a razão e, assim, livrar-me da penúria de somente cair, absolutamente incerto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;E assim levantei minha cabeça, mas ainda com os olhos baixos, fitando, mais discretamente agora, aquele que me seduzia. Dei alguns desajeitados passos para trás, sem conseguir me livrar daquela troca de olhares. Virei e prossegui, passo a passo, cada um muito bem pensado. Tenho medo de correr sem pensar, tenho medo de, no calor da fuga, por qualquer motivo serm razão, virar-me mais uma vez para o abismo e correr em sua direção e saltar, tudo muito rápido, também sem pensar.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38403343-2546254234809669637?l=brilhoefemero.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brilhoefemero.blogspot.com/feeds/2546254234809669637/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38403343&amp;postID=2546254234809669637' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38403343/posts/default/2546254234809669637'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38403343/posts/default/2546254234809669637'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brilhoefemero.blogspot.com/2007/04/dois-ou-trs-milmetros-de-meus-dedos-do.html' title=''/><author><name>Harry</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00511029413290887654</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38403343.post-7111146095401282022</id><published>2007-04-07T21:48:00.000-07:00</published><updated>2007-04-09T03:50:13.034-07:00</updated><title type='text'>Parte 2</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Ato I - A carta&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Eu não posso te pedir desculpas, pois, admito, a culpa é toda minha. Eu gostaria de te dizer que não foi minha intenção te machucar, e então pedir perdão. Mas não posso fazê-lo, seria hipocrisia, afinal foi sim minha intenção. Não só te machucar como machucar a mim também. Culpa do meu inevitável gosto para a tragédia inevitável, presente desde o começo. Culpa minha!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Ato II - A visita&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Ela tocou a campainha, ele abriu a porta com uma grande cara de bunda. Ela pretendia apenas dizer "Você é louco. Por favor, vá se tratar." Em alguns minutos ela teria mais vontade de dizê-lo ainda.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;— Eu estou feliz por você ter vindo aqui. Essa minha cara é só porque eu tô meio embasbacado por você ter vindo depois do que eu te fiz. Na verdade eu estou feliz exatamente porque você veio depois de tudo o que eu te fiz. Na verdade eu acho que era só uma forma de provar a mim mesmo uma coisa que eu já sabia, que você gosta de mim pra caralho. Você deveria ir embora… quero dizer, eu não estou te expulsando, posso te oferecer um copo d'água ou um copo de coca-cola se você quiser, não quero ser mal educado ou mau anfitrião, mas o fato é que você não deveria ser uma boa visita, isto só serve para alimentar meu ego. E olha só que merda, revelar todo esse meu egocentrismo serve pra te fazer sentir piedade… não que piedade infle algum ego, pelo contrário… mas neste caso é a prova de que realmente eu estou louco, que eu ultrapassei todos os limites da sanidade. E a loucura sempre se orgulha de si mesma, de sua vitória sobre a razão. Sabe, eu acho realmente que você deveria me destratar. Não que isso fosse me ajudar, me destratando ou não você estaria provando que gosta de mim. Mas me destratando, pelo menos você fica de fora desta loucura toda. Ah… e essa minha preocupação com você só vai fazer com que goste mais ainda de mim…&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;E ela lhe virou um tapa, um tapa forte, alimentado por toda a sua confusão, que acabou soando menos como ofensa e mais como agressão. Virou-se e foi aos prantos e a passos largos. Ele ainda falou, bem alto, pois ela se afastava rapidamente:&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;— Te ver chorando me corta o coração, mas para o seu bem não vou aí te consolar. Seja lá o que for que eu faça, eu estarei demonstrando preocupação. E essa capacidade de me por em ciladas sem saída só me enche de orgulho.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38403343-7111146095401282022?l=brilhoefemero.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brilhoefemero.blogspot.com/feeds/7111146095401282022/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38403343&amp;postID=7111146095401282022' title='6 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38403343/posts/default/7111146095401282022'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38403343/posts/default/7111146095401282022'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brilhoefemero.blogspot.com/2007/04/parte-2.html' title='Parte 2'/><author><name>Harry</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00511029413290887654</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38403343.post-2020843108721871671</id><published>2007-03-07T06:58:00.000-08:00</published><updated>2007-07-20T21:28:31.880-07:00</updated><title type='text'>Oásis</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 14.2pt; line-height: 150%; font-family: arial; text-align: justify;"&gt;Eu tive coragem (alguns diriam loucura) suficiente para deixar o oásis e seguir incerto pelo deserto, buscando terras férteis de verdade, com um rio e tudo o mais, não um pequeno lençol freático no meio de um monte de areia e nada.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 14.2pt; line-height: 150%; font-family: arial; text-align: justify;"&gt;Eles acham que eu vou morrer sem conseguir nada. Eu não duvido disso, mas… que tenho eu a perder? A vida? Eu não considero ter de racionar comida por serem poucas as terras férteis e viver sem saber até quando teremos água de vida! Eu chamo de miséria! E miséria por miséria, aqui estou, no deserto. Se partíssemos todos, maiores seriam nossas chances de sobreviver, mas se eu insistisse em convencê-los todos antes de partir, eu nunca partiria.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 14.2pt; line-height: 150%; font-family: arial; text-align: justify;"&gt;E vou seguindo sozinho pelo deserto, vez em quando encontrando outro andarilho, sem saber quando vou chegar ao meu destino, sem saber quando vou encontrar outro oásis onde que eu possa descansar, sem saber se estou no caminho certo, sem saber sequer se há um destino… ou seja sem saber se vou viver amanhã. A única diferença entre andar pelo deserto e ficar no oásis é que ficando no oásis eu tinha uma única certeza: que eu nunca encontraria um lugar melhor.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 14.2pt; line-height: 150%; font-family: arial; text-align: justify;"&gt;Eu queria estar num oásis esta noite, e não andando desesperadamente a passos largos no frio do deserto. Talvez seja melhor assim, desse modo chegarei mais rápido. Ou não, talvez tanto esforço me faça cair antes do tempo. Haverá um outro andarilho no meu caminho para me levantar?&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 14.2pt; line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;-------//--------&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Já era para eu ter escrito e publicado (no Mentes Férteis) este texto há quase um ano.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 14.2pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38403343-2020843108721871671?l=brilhoefemero.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brilhoefemero.blogspot.com/feeds/2020843108721871671/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38403343&amp;postID=2020843108721871671' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38403343/posts/default/2020843108721871671'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38403343/posts/default/2020843108721871671'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brilhoefemero.blogspot.com/2007/03/osis.html' title='Oásis'/><author><name>Harry</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00511029413290887654</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38403343.post-116900445767518150</id><published>2007-01-16T19:25:00.000-08:00</published><updated>2007-01-16T19:36:11.213-08:00</updated><title type='text'>A paixão de um peixe com má memória para amar</title><content type='html'>Existe algumas espécies de peixes cuja memória só dura quinze segundos — pelo menos foi o que ouvi dizer. Se não for verdade, não importa. Na minha imaginação, ele existe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia, um destes peixes saiu de um recife de corais e cruzou com a peixa mais bela que ele já viu, não a mais bela que lembrava ter visto, a mais bela que havia visto em toda sua vida. E se apaixonou à primeira vista — até porque, com uma memória de quinze segundos, é difícil se apaixonar de outro modo. E sentiu que precisava dela, sentiu sua falta a partir do momento em que esteve em sua presença, deu meia volta para ir atrás de seu amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ela já havia entrado no recife e no instante em que o peixe apaixonado olhou para trás, ela já não podia mais ser avistada. E o peixe saiu a sua procura, e nos pouco menos que quinze segundos seguintes a procurou sem desanimar. Quinze segundos se passaram desde o momento em que ele a avistou e então já não sabia mais como era o rosto mais belo que já havia visto, nem mesmo sabia que um dia havia se apaixonado. Já o vazio que ela deixou ao passar por seu campo de visão não era uma lembrança que desapareceria para sempre após a data de validade, o vazio era presente e, a cada vez que era sentido, se atualizava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se sabe ao certo (ou talvez não seja relevante) quanto tempo este peixe viveu depois disto, mas os únicos momentos em que o seu coração não foi tomado pelo aperto de saber que necessitava de algo que não sabia o que era foram seus últimos momentos. Um peixe maior se aproximou muito rápido e o peixe melancólico, por menos de um segundo, se encheu de pânico instintivo. Não houve tempo para que o pânico se tornasse medo, medo pensado, não houve tempo para pensar. Foi tomado pela dor de ser traspassado por dentes e esta, apesar de também não ter durado muito, durou o bastante para ser pensada o suficiente para doer mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo o episódio de sua morte não durou mais que três segundos. Tudo que se lembrava da vida era de um rápido momento de pavor, um pouco de dor intensa e um longo passado de uma tristeza para a qual não havia esperanças de ser encontrar remédio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38403343-116900445767518150?l=brilhoefemero.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brilhoefemero.blogspot.com/feeds/116900445767518150/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38403343&amp;postID=116900445767518150' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38403343/posts/default/116900445767518150'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38403343/posts/default/116900445767518150'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brilhoefemero.blogspot.com/2007/01/paixo-de-um-peixe-com-m-memria-para.html' title='A paixão de um peixe com má memória para amar'/><author><name>Harry</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00511029413290887654</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38403343.post-116719876926818870</id><published>2006-12-26T21:38:00.000-08:00</published><updated>2006-12-26T21:52:49.276-08:00</updated><title type='text'>Brilho Efêmero de Uma Mente Sem… Sem o quê?</title><content type='html'>Sem vergonha na cara para parar de enrolar e criar logo esse blog (era para estar feito há três semanas), sem idéias para pôr algo melhor no lugar das reticências do nome do blog, sem disposição e/ou inspiração perene para transformar um amontoado de pensamentos em textos, sem blog para postar um texto quando a disposição e a inspiração aparecem, logo sem motivação para escrever um texto, sem nenhum compromisso com freqüencia de posts nesse blog (eu tinha um outro blog e às vezes, quando ele estava muito abandonado, eu postava qualquer bosta lá, só pra dizer que eu estava postando, mas hoje vejo que foi uma puta de uma ideiazinha de merda), sem assunto definido para dedicar o blog a, sem estilo definido (o máximo que eu posso oferecer é falta de estilo definida, mas acho que nem isso, para falar a verdade), sem conhecimentos para fazer neste blog muita coisa além de largar uns textos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E sem texto para postar neste blog, e como blog sem post não é merda nenhuma, ainda sem blog.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este blog começa no próximo post, e minha mente está sem nenhuma previsão de quando isso vai acontecer.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38403343-116719876926818870?l=brilhoefemero.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brilhoefemero.blogspot.com/feeds/116719876926818870/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38403343&amp;postID=116719876926818870' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38403343/posts/default/116719876926818870'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38403343/posts/default/116719876926818870'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brilhoefemero.blogspot.com/2006/12/brilho-efmero-de-uma-mente-sem-sem-o.html' title='Brilho Efêmero de Uma Mente Sem… Sem o quê?'/><author><name>Harry</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00511029413290887654</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
